A Volta do Alqueva
'Super'
Ramos que nos deu uma lição de Alentejo. Sempre com a
Barragem do
Alqueva a dominar a paisagem, lá fomos quase sempre por estradões
e com algumas subidas para nos lembrar que o Alentejo não é
assim tão plano. Mas as alegrias começaram com o primeiro
molha pés onde o caminho entrava na água permitindo uma sempre
agradável travessia. Seguimos por um estradão que em alguns
locais parecia chapa ondulada, que nos chocalhou todos os órgãos,
em direcção à
Barragem
passando pela aldeia que lhe dá o nome. Abastecemos de água
numa das fontes locais e já na Barragem impunha-se a pose para a
foto com pedalantes e acompanhantes para registar o evento. Vimos a vistas
e trincamos alguma coisita e vai de pedalar agora em direcção
ao rio Ardila onde depois de uma descida mais manhosa lá chapinamos
mais um bocadinho onde só uma das meninas não molhou os pés
(.. é...assim também eu...).
Continuando
ao longo do rio Ardila uma visitinha à horta impunha-se para trincar
qualquer coisita e também reabastecer de água, não
suspeitando o nosso amigo da qualidade dos bichos para
comer ficando a nogueira e as romãzeiras depenadas, só não
comeram as plantas porque não sabiam lá muito bem, mas que
tentaram, tentaram. Depois de acabado o pasto e de reparar uma corrente
partida, lá seguimos saboreando a paisagem, pois esta zona vai ficar
alagada com o fecho das comportas
na barragem de Pedrógão no rio Guadiana. Visitamos os futuramente
submersos moinhos de água, sempre com as magníficas apresentações
e explicações do nosso incansável anfitrião
que nos envolveu na história dos lugares por onde passavamos.
A
fome avançava à mesma velocidade que nós e tratamos
de trincar tudo o que tinha-mos, penso que foi aqui que o nosso amigo começou
a ficar preocupado com o Alentejo e nos levou por caminhos onde só
víamos vacas ao longe e mais nada de comestível, se bem que
nos passou pela ideia tentar atropelar umas das ditas, mas de bicicleta
o plano não se apresentava lá muito promissor.
Foi
já com Moura no horizonte e apenas para provar que os pneus antifuro
não são assim tão antifuro, o nosso anfitrião
fez explodir o pneu traseiro e por sorte não teve um contacto próximo
com a natureza. Reparação feita, trilhamos o restante caminho
e entramos em glória em Moura 58kms depois da partida. Agendámos
o jantar, que depois de uma grande duchada, foi devidamente regado com vinho
da região, sendo este evento a cereja no topo do bolo deste dia muito
bem passado. Obrigado 'Super'
Ramos.