Torres
Vedras-Algueirão IV.
De acordo com o planeado (sim, até já temos plano) os pedaladores
começaram a reunir-se no ponto de partida para o café da manhã
iniciando-se a pedalação até Meleças para chegar
a tempo do comboio.
Muita conversa, muita fotografia e um pequeno-almoço reforçado
depois e já estava-mos a descarregar as biclas em Torres Vedras. Mais
uma viagem “sem espinhas” com a bênção da CP.
Seguiu-se a primeira descida até à Louriceira bem como a longa
subida até às eólicas que com o vento forte pelas costas
foi um descanso, não se podia era para não arrefecer.
Reparámos o desviador torcido e depois os joelhos a sangrar (temos que
rever estas prioridades) e pouco depois continuou-se a descida até à
Cadriceira. Agora sim a serra mostra-se, o problema não é a altura,
é o ter que subir dos 100m até aos 400m em menos de 4kms.
Com
os discos dos travões em brasa e uns tombos depois já estávamos
todos na ponte sobre a A8 com um grande sorriso na cara pois as descidas são
sempre bem-vindas sobretudo depois de uma subida daquelas.
Num
sobe e desce quase constante, fomos de eólica em eólica, tendo
mesmo perdido dois pedaladores mas que com a ajuda dos rádios foram rapidamente
recuperados.
Cerca
de uma hora depois retomámos a pedalação, estávamos
a pouco mais de metade da volta e ainda nos faltava subir ao segundo ponto mais
alto do percurso (370m).
Chegados
ao sopé do Monte Funchal e com alguns já a pensar no jogo da bola
iniciámos mais uma longa descida que passou perto de Negrais e só
acabou em Mastrontas e repôs os largos sorrisos nas caras.Para rematar ainda temos mais um Vídeo do Afonso, outro Vídeo do Guia de serviço, outro Vídeo de José Carolo e para terminar um Vídeo do Manuel. Como sempre "track" está no final da página.
Espero não me ter esquecido de nada nem de ninguém mas o que importa mesmo são as memórias destes momentos bem passados, obrigado a todos pela vossa companhia.
Torres
Vedras -Algueirão III
Pelas
06h00 já se pedalava na direcção da estação
de Meleças indo recolhendo pelo caminho a equipa mas sempre em passo
acelerado que o comboio é às 06h35 e ao que sei não espera
e costuma ser pontual.
Ainda
faltavam vinte minutos para as oito e já se pedalava em Torres Vedras,
mas apenas em busca de um café para ajudar a acordar o resto do corpo
e aproveitar para atafulhar mais um bolito que sempre são mais umas colorias
para queimar.
Contornámos
Cambelas procurando sempre os trilhos junto ao mar e fugindo ao alcatrão
o máximo possível, o que às vezes nos leva para trilhos
mais para o interior. Já na Assenta retomámos os trilhos junto
ao mar e aproveitámos para mais uma breve paragem já na praia
do Porto Barril antes de mais uma grande subida até ao topo da falésia.
Já
lá no alto foi a vez do nosso amigo Alex ter um furo que se resolveu
num instante e pudemos continuar a pedalar nos trilhos junto à falésia.
rapidamente
retomámos a nossa volta e dirigimo-nos ao areal.
Entrámos na Ericeira e fomos à procura do mesmo café do
ano passado, mesmo sobre a praia dos pescadores e tivemos sorte pois tínhamos
toda a esplanada à nossa espera.
Atalhámos
pela Fonte Boa dos Nabos e depois de uma longa e refrescante descida chegámos
à Senhora do Ó onde atravessámos o rio e entrámos
nos trilhos que o acompanham vale acima.
Grande
parte dos pedaladores ainda teve pernas para a subir montada.
caracóis
(oferta da casa) e contar mais umas histórias sobre a volta.
A companhia foi do melhor e quanto mais vezes fazemos esta volta, melhor a volta nos parece. Um dia em cheio.
Mas nem tudo correu bem, o meu GPS, velho companheiro de grandes aventuras, deu um trambolhão na Ericiera e partiu o ecrã. Paz à sua alma :'(
O "track" está no final da página.
23 de Maio 2010
Sem surpresas avançámos até à estação
de Meleças e embarcámos no comboio via Torres Vedras, onde encontrámos
um companheiro das biclas, o Sandro Silva (Bicampeão Nacional de “Dirt
Jumping”) que embora de uma disciplina diferente ficou um pouco assustado
com o aparecimento de um grupo de doidos que invadiram a área de carga
do comboio fazendo desaparecer a sua querida “mini-bicla”…
Com quase uma hora da dar à língua, chegados a Torres Vedras ainda
procurámos um café, para dar energia a quem necessitava (era o
meu caso), mas o café da estação já era…

embora
mais bonitas, de pedalação impossível.
Encontrámos
uma esplanada, mesmo junto à praia dos pescadores, onde com alguma confusão
conseguimos comer umas bifanas e uns pregos bem regados com umas canecas (alguns,
que outros mais ajuizados beberam sumo de fruta) para repor a energia para o
que faltava.
Isto
enquanto a Amélia e o Luis faziam o seu piquenique privado sem querer
saber da confusão que os carnívoros faziam…
Primeira
surpresa: no caminho apareceu uma obra, que virá a ser uma ETAR e que
nos deu muito trabalho a contornar, mas nada que não se resolvesse com
os habituais bitaites e muita galhofa.
Agora fica a vontade de repetir esta belíssima volta, pois de cada vez parece melhor.
O trilho encontra-se no final desta página.
22
de Junho 2008 (ver
preparativos)
abrir
os olhos lá se tratou de iniciar a pedalação em direcção
à estação de Meleças. Tudo calmo e conservador e
eis senão quando eu trato de pisar uma bosta algures no caminho e que
agarradinha à roda da frente me acompanhou até Torres Vedras.
Eu fui logo pensando no momento em que as forças centrífugas aliadas
à lei de Murphy libertassem a dita no momento exacto em que estaria de
boca aberta. Chegados a Meleças, toca de “cumprir as regras acordadas”
e à mão levaram-se a biclas até ao cais de embarque. Parecíamos
mesmo uns maluquinhos que nunca tinham andado de comboio a tirar bonecos a tudo
e até se fez o primeiro boneco de grupo ainda fresquinhos.
O comboio chegou à hora exacta e sobe a direcção do revisor
lá nos encafuamos no comboio. Éramos 19 e certamente não
perturbámos os outros 5 ou 6 passageiros que também ali viajavam.
Gastámos
o rolo dos bilhetes ao revisor que viu nesse dia o seu trabalho aumentado em
quase 300%. Divididos em dois grupos, um a cada extremo da composição
lá se fez a viagem que foi conversadora como previsto e claro que se
foram mirando os trilhos ao longo da linha.
biclas
do comboio ficando o comboio imaculado como estava (até a bosta ainda
estava agarradinha à minha roda). Como o café tinha falhado entrou-se
no primeiro que se encontrou (novamente 300% de aumento na freguesia) para nos
encafeínar-mos (gosto mesmo de criar
palavras novas).
agarradinha
à bomba… e à minha mão que só vi depois. Primeiro
momento de alegria (já que não me vêm cair ou sujar os pés
na lama) que foi devidamente registado. Continuando caminho foram-se vendo as
vistas e tentando seguir o “track” com uns pequenos enganos aqui
e ali mas sempre no caminho certo.
Afinal aquilo não é assim tão plano, umas ligeiras subidas
com um terreno meio mole mostraram que ia ser um longo dia, mas as descidas
que estavam depois dissipavam de imediato esse pensamento repondo o grande sorriso
na cara. Agora não havia ponte, tinha que ser mesmo a nado e toca de
atravessar a coisa como se pode. 
foi
feito com a “coordenação” de todos os outros “
vem pelo meio,… agora, vira… mete uma baixa…”. Chegados
à outra margem, retomou-se a pedalação. E ainda com os
pés mal secos nova travessia, agora a dificuldade não era a água,
mas sim a saída do outro lado em areia.
Nada
a fazer, foi mesmo à mão. Mais umas pedalada e depois de sermos
ultrapassado por um grupo de furiosos pedaladores (não iam para o Algueirão
certamente) já se estava na Foz do Sizandro para a primeira paragem,
a merecida merenda e as miradelas
habituais
às vista locais. Tirados bonecos daqui e dali, muita conversa sobre o
tempo (que maravilha para a pedalação), e o reviver do bocado
já feito mas sempre de olho no que falta fazer. A primeira etapa já
estava, agora faltam a outras e depois da breve paragem saímos da foz
pela primeira subida digna desse nome.
Em
Cambelas abandonou-se a linha costeira (falta de trilhos) fazendo-se a ligação
por um caminho de terra mas muito rápido até à Assenta.
Com um bocadinho de alcatrão regressou-se novamente à linha costeira
(e mais miradelas sobre o mar). Aqui, numa descida, depois do pequeno promontório
uma pedra atravessa-se no caminho do nosso amigo Luis proporcionando-lhe um
acrobático mortal sobre a bicicleta com uma aterragem sobre os glúteos
que lhe deixaram uma negra para o resto da semana,
mas que felizmente não o impediu de continuar a volta. Na descida para
a praia da Assenta um desvio mostrou-se inútil acabando por se ter que
levar as biclas à mão escada abaixo (de onde saiu esta escada???),
mas como a malta estava por tudo, acho que nem deram por ela. Nova breve paragem
para um boneco com o mar como segundo plano (que ficou desfocada) para comprovar
que estávamos ali (como se isso fosse importante) e estava na hora da
primeira das grandes subidas da volta, um dos passeantes (o que tirou a foto
desfocada) ainda nos disse “… isso de bicicleta???…. nem a
pé!” que não serviu de muito pois era por ali que tínhamos
que ir.
A
coisa até se subia (eu subi quase tudo) se não fossem as valas
fundas provocadas pelas chuvas levando a que a maioria optasse por levar a bicla
à mão monte acima. Chegados ao alto, e como esta parte não
estava lá muito bem documentada inventou-se um caminho que até
serviu bem mesmo que uns tenho feito uma valente descida seguida de uma não
menos valente subida que afinal não era necessária pois existia
caminho à volta (boa Jorge.). Um furo a proporcionar nova pausa não
só para reparar o mesmo mas sobretudo para dar à língua
com fartura pois esta malta já está a demorar quase duas bananas
para reparar um furo.
Reparada a coisa toca de regressar ao pedal e na direcção de S.
Lourenço onde se inventou uma passagem pois o caminho previsto estava
fechado. Atravessou-se a estrada para entra num estradão paralelo e encher
a barriga com a grande descida (atenção à brita) até
junto da praia onde se chegou com aquela cara que quem gostou da coisa, tanto
que nem reclamaram (muito) com a valente subida para sair da praia e subir a
Ribamar. Em Ribamar, e devia a o grupo se ter dispersado um bocadinho devido
à subida, o grupo da frente seguiu estrada fora na direcção
de Ribeira de Ilhas onde tiveram que esperar pelo resto do grupo.
Os
que seguiram pelos trilhos junto à falésia aproveitaram bem para
encher a vista com um dos (para mim) mais bonitos trilhos desta volta que terminam
com a descida à praia. Bem, cá no fundo já se viam os “apressados”
lá no alto do miradouro, agora só faltava chegar lá. Com
sugestões de “…vamos pelas escadas…” e uns olhares
meios de esguelha lá se optou por fazer a subida pela estrada, sendo
esta a segunda grande subida e aquela que eu mais temia (não pela subida,
mas por ser pela estrada principal). A coisa até que se fez bem e agora
sim estava o grupo recomposto e ainda se aproveitou para fazer pirraça
aos que optaram pelo caminho directo. Aqui foi entrar na ciclovia e rolar descontraidamente
até à Ericeira para a paragem prevista para repor energias. O
“Almoço” mostrou ser a parte mais complicada da volta, pois
pedalar é simples, agora encontra um local para 19 esfomeados ciclistas
(a cheira mal) não é tarefa fácil. No final a primeira
sugestão do nosso amigo Pedro Mourão mostrou ser a melhor e no
final de palmilharmos o centro da Ericeira sem sucesso, seguimos para o tal
restaurante (é tinhas razão Mourão) que se mostrou ser
o mais conveniente não só para as barrigas esfomeadas, mas também
para parar as bicicletas.
Aquilo que seria uma “paragem rápida” transformou-se rapidamente
num valente almoço que começou com uma reposição
de líquidos à caneca seguidos por umas pratadas de tudo a que
se pode deitar a mão. Muita conversa, muita história (alguma cerveja),
muita mastigação e uma hora e meia depois lá nos convencemos
que ainda faltava a última etapa que ao longo do vale do Lizandro
nos
levaria de regresso ao ponto de partida. Regressou-se à ciclovia para
a curta descida até à ponte e entras nos trilhos já nossos
conhecidos ao longo do Lizandro. De barriga meio cheia eu estava um bocadinho
receoso com a pedalação, mas a coisa foi avançando e esse
pensamento rapidamente libertou os meus neurónios que teriam que ser
redireccionados para o que ainda faltava pedalar.
Com
bom ritmo foi-se vencendo a distância que com as sombras das árvores
e das canas mostrou-se a melhor escolha para uma pedalação a estas
horas da tarde. Como estava tudo calmo e a correr bem de mais, nada com uma
avaria daquelas que não lembra a ninguém onde o nosso amigo Nuno
(“O Engenheiro”) parte o suporte do selim.
Acho que o que lhe custou mais nem foi partir o selim, mas ter que aturar as
brejeirices que uma avaria como esta impõem. Criou-se uma “Task
Force” que com umas quantas fitas plásticas e muita habilidade
lá prenderam o banco a sítio mas que faria o nosso amigo ter que
pedalar o resto do caminho quase de pé pois o selim teve que ficar agarrado
ao quadro.
Como
já tínhamos mais de 60kms nas pernas optou-se por poupar o corpo
e seguir o rio mas pela estrada retomando os trilhos mais à frente junto
da Aldeia de Broas. Na ponte dos “Rotteilers” novo furo e dos que
deu luta pois foram necessárias várias câmaras-de-ar para
o resolver.
Com
quase meia hora de paragem e um reabastecimento de água numa fonte ali
perto retomou-se caminho e regressando aos trilhos com a ultima travessia da
ribeira que se fez sem novidades. Agora tínhamos pela frente uma das,
para mim, mais duras partes do percurso sobretudo por ser ao fim que quase 70kms
de pedalação. O vale da
Cabrela
com os seus trilhos muito bonitos mas também muito pedregosos mostraram-se
no entanto quase fáceis, foi estranho, mas a maioria passou por cima
daquilo tudo como se fosse plano, o corpo humano é realmente uma máquina
surpreendente. Talvez cegos pelo regresso, nem a tradicional paragem na ponte
de pedra se fez, seguindo-se directo ao longo da ribeira ao encontro da subida
final.
Sair do vale.