A Volta ao Concelho de Mafra 

não
foi tarefa difícil. “Pum”, partida. Primeiros
quilómetros em alcatrão com uns quantos mais
apressados a tentar ganhar uns preciosos segundos e outros
tantos a darem já sinal de que seria um longo dia
pois ainda não chegados à Tapada já
estavam de bicla na mão. Entrou-se na Tapada e o
frio desvaneceu-se tendo que se fazer a primeira paragem
para tirar as capas.
se
subindo com a calma dos que não têm pressa
de chegar e que vieram para olhar para algo mais que a roda
e os 5 metros mais à frente. Muito bonito, nunca
tinha andado por aqui,
sempre por estradões largos e de fácil condução
(tirando os aceleras que passavam) permitiram uma volta
sempre conversadora. É engraçado que há
pouco tempo muitos mal conseguiam respirar e agora subiam
descontraidamente, só faltou cantar. E no meio de
tanta beleza eis que a natureza mostra o seu vigor e como
que quem não tem bicicleta monta aquilo que apanha.
Depois do frio inicial (pensava
que
só ia ver pinguins e ursos polares) estes foram os
momentos mais próximos da vida selvagem que tive
(eu e muitos) pois parece que de gamos, javalis e outros
que tais pouco se viu (devem ter aprendido do ano passado).

Agora
estava na hora de começar a pagar a factura do passeio
que foram os primeiros 25kms, com uns valentes sobe e desce
com uma morrinha a anunciar uma carga de água que
felizmente não aconteceu. Com uns vales que certamente
com um solzinho dever ainda mais bonitos lá fomos
vencendo os desafios encontrados e passando muita gente
que sei lá como já arrastavam as máquinas
nas subidas. Umas areias manhosas a obrigarem a uma condução
mais cuidada e depois de mais um agrafe a primeira e única
travessia aquática da volta. 
marcado,
mas não teria sido mal pensado que em algumas partes
mais atreitas a quedas aparatosas (descidas) estivesse um
elemento da organização, nem que seja para
accionar o possível socorro. Aqui íamos passando
uns nas subidas que depois nos passavam nas descidas, mas
sempre em bom ritmo aproximávamo-nos do já
desejado final que com uma grande e longa subida acabou
com os restos das energias de muitos dos pedalantes. Estava-se
novamente no alcatrão e depois de mais uma subida
entrámos em apoteose no estádio perante os
10 ou 15 espectadores, tendo mesmo 4 aplaudido de pé.
