E estava na hora de revelar qual a volta. Com um “Hoje
vamos subir ao Castelo de S. Jorge” um “ hhaammmm”
soou entre os 16 biciclistas e quando souberam que o 1,5€
servia para a volta de comboio soou outro” hhaaammm”
e pouco convencidos com a volta mas com convicção
lá nos lançamos ao caminho. A primeira etapa
era chegar
ao
mar em Oeiras e para isso seguimos por Rio de Mouro Velho
e A-dos-Francos que se fez pelos caminhos possíveis.
A ligação A-do-Francos/Porto Salvo iniciou-se
já por fora de estrada com subidas e descida para
todos os gostos e feitios bem como o primeiro furo que afinal
foram dois. Depois e uns “será que é
por aqui?” e “-olhe, desculpe,
mas para ir para… quê? Não tem passagem?...”
e umas subidas daquelas mesmo a subir, lá chegámos
a Leião para dar por findas as subidas e pedalar
calmamente até Oeiras. Atravessámos o parque
em Oeiras e as suas frescas sombras para chegar finalmente
á praia. Com as vistas (banhista em equipamento reduzido)
os mais críticos em relação á
heresia de andar de BTT no alcatrão e passeios, nem
davam um pio, pois na serra e na mata não se vê
nada daquilo.
Acho mesmo que alguns só com estas fotos é
que vão repara no mar e que afinal o passeio marítimo
era cor de tijolo, tal era a fixação do olhar
nas figuras ao sol.
boneco da ordem com a ajuda de uma “nuestra hermana”.
Seguimos o rio, vimos as cuecas á ponte e contornado
docas e armazéns chegamos á Praça do
Comercio, onde no pavimento mais liso que já vi,
o nosso furador de serviço furou novamente.
Sé de Lisboa.
para as festas que se avizinham, iniciámos a descida
nas ruas estreitas e empedradas com umas escadinhas par
animar que nos levou até ao Martim Moniz. Mais uma
vez contornando os passeantes chegamos aos Restauradores
onde para nossa alegria a Avenida da Liberdade encontrava-se
fechada ao transito devido a uma manifestação
o que nos permitiu pedalar com toda a segurança mesmo
que só numa parte, pois o sol apertava e no passeio
estava mais sombra. Já no Marquês de Pombal
encontrámos
a vaca sagrada que se preparava para descer a avenida. Equipada
estava, só lhe faltava a bicicleta. Subimos pela
sombra o Parque Eduardo VII passando pela feira do livro
e ainda tivemos tempo de lavar as rodas no lago no alto
do Parque. Aproveitando as frescas sombras dos jardins da
Gulbenkian onde apetecia era ficar,
atravessámos a Av. de Berna para chegar á
estação de Entrecampos. Estava na hora de
dar uso ao 1,5€. Na estação rapidamente
nos tornámos o centro das atenções,
pois não só os passeantes olhavam com alguma
curiosidade para este colorido grupo de bicicleta como a
CP empenhou alguns dos seus seguranças, para de uma
forma pouco discreta, garantir que não era alguma
nova forma de “arrastão”. De forma sempre
ordeira lá nos encafuámos nas carruagens com
destino ao Algueirão, para constatar que estas não
estão preparadas para transportar uma, quanto mais
16 bicicletas, tendo-se feito os possíveis para minimizar
o incomodo aos restantes utentes. Sem grandes novidades
e perto das 15h00 finlamente chegamos á estação
de destino onde com um até á próxima
pedalámos
o que faltava até ás nossas casas.