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Amigos BTTistas,
  • Algueirão - Torres Vedras (bicicleta + Comboio)
    Torres Vedras - Algueirão ao longo da Costa (a pedalar)

    painel informativo do horario do comboio na estação de meleças22 de Junho 2008 (ver preparativos)
    Brutal!
    80Kms de pedalação incluindo a ligação ao comboio.

    E às 07h00 lá estava o pessoal meios a olhar para o ar que prometia um magnífico dia de pedalação sem o sol a estorricar a pele. Primeira falha na “organização”, o café afinal não abriu às 07h00, alguma coisa correu mal e os artistas deixaram-nos sem o cafezinho matinal. Sem o café para ajudar a ciclistas na estação de comboio de Meleçasabrir os olhos lá se tratou de iniciar a pedalação em direcção à estação de Meleças. Tudo calmo e conservador e eis senão quando eu trato de pisar uma bosta algures no caminho e que agarradinha à roda da frente me acompanhou até Torres Vedras. Eu fui logo pensando no momento em que as forças centrífugas aliadas à lei de Murphy libertassem a dita no momento exacto em que estaria de boca aberta. Chegados a Meleças, toca de “cumprir as regras acordadas” e à mão levaram-se a biclas até ao cais de embarque. Parecíamos mesmo uns maluquinhos que nunca tinham andado de comboio a tirar bonecos a tudo e até se fez o primeiro boneco de grupo ainda fresquinhos.
    foto de grupo na estação de melecçs O comboio chegou à hora exacta e sobe a direcção do revisor lá nos encafuamos no comboio. Éramos 19 e certamente não perturbámos os outros 5 ou 6 passageiros que também ali viajavam. ciclistas dentro do comboio acompanhados das bicicletasGastámos o rolo dos bilhetes ao revisor que viu nesse dia o seu trabalho aumentado em quase 300%. Divididos em dois grupos, um a cada extremo da composição lá se fez a viagem que foi conversadora como previsto e claro que se foram mirando os trilhos ao longo da linha.retirando as bicicletas do comboio em Torres Vedras








    Com uma precisão à qual já não estava habituado chegou-se a Torres Vedras onde se procedeu à operação inversa de desencafuar a sim chegamos a Torres conforme prova a placa nesta fotobiclas do comboio ficando o comboio imaculado como estava (até a bosta ainda estava agarradinha à minha roda). Como o café tinha falhado entrou-se no primeiro que se encontrou (novamente 300% de aumento na freguesia) para nos encafeínar-mos (gosto mesmo de criareu a limpar a bosta que estava agarrada à minha bomba de ar palavras novas).
    Ligaram-se os GPS´s e toca de pedalar atravessando Torres Vedras na direcção do rio Sizandro. E lá íamos vendo as vista quando, e como previsto, as forças uniram-se e ao pegar na bomba para arejar um bocadinho a roda traseira, lá estava a dita bosta contente e feliz grupo de ciclistas num caminho saindo de Torres Vedrasagarradinha à bomba… e à minha mão que só vi depois. Primeiro momento de alegria (já que não me vêm cair ou sujar os pés na lama) que foi devidamente registado. Continuando caminho foram-se vendo as vistas e tentando seguir o “track” com uns pequenos enganos aqui e ali mas sempre no caminho certo.grupo a atravessar um ponte de ferro escondida nas canas




    Num desse pequenos enganos valeu-nos dois ciclistas (mais ou menos perdidos) que nos indicaram onde ficava a ponte no meio das canas (sem indicação não dava com ela) poupando-se assim um molha-pés. A travessia fez-se com a total cobertura fotográfica e ao som da mochila/rádio de um dos pedaladores continuou-se caminho ao longo do Sizandro.
    várias fotos de uma longa subida seguida de uma mágnifica descida Afinal aquilo não é assim tão plano, umas ligeiras subidas com um terreno meio mole mostraram que ia ser um longo dia, mas as descidas que estavam depois dissipavam de imediato esse pensamento repondo o grande sorriso na cara. Agora não havia ponte, tinha que ser mesmo a nado e toca de atravessar a coisa como se pode. atravessando a ribeira





    Uns mais habilidosos sem molhar os pés, outros de sapatinhos ao pescoço e outros de pé (e sapatinho) na água, isto claro que ciclistas a atravessar uma ribeirafoi feito com a “coordenação” de todos os outros “ vem pelo meio,… agora, vira… mete uma baixa…”. Chegados à outra margem, retomou-se a pedalação. E ainda com os pés mal secos nova travessia, agora a dificuldade não era a água, mas sim a saída do outro lado em areia. nova travessia de ribeira feita à mãoNada a fazer, foi mesmo à mão. Mais umas pedalada e depois de sermos ultrapassado por um grupo de furiosos pedaladores (não iam para o Algueirão certamente) já se estava na Foz do Sizandro para a primeira paragem, a merecida merenda e as miradelas ciclista na Foz do Sizandrohabituais às vista locais. Tirados bonecos daqui e dali, muita conversa sobre o tempo (que maravilha para a pedalação), e o reviver do bocado já feito mas sempre de olho no que falta fazer. A primeira etapa já estava, agora faltam a outras e depois da breve paragem saímos da foz pela primeira subida digna desse nome.caminho ao longo da falésia com vista sobre o mar



    Entrou-se num estradão largo sempre ao longo da falésia que com o dia a clarear um bocadinho proporcionou um pedalar de encher a vista. Foi-se parando aqui e ali para ver as vista e tirar mais uns quantos bonecos, mas sempre firmes no pedal. descendo as escadas na praia da assentaEm Cambelas abandonou-se a linha costeira (falta de trilhos) fazendo-se a ligação por um caminho de terra mas muito rápido até à Assenta. Com um bocadinho de alcatrão regressou-se novamente à linha costeira (e mais miradelas sobre o mar). Aqui, numa descida, depois do pequeno promontório uma pedra atravessa-se no caminho do nosso amigo Luis proporcionando-lhe um acrobático mortal sobre a bicicleta com uma aterragem sobre os glúteos que lhe deixaram uma negra para o resto da semana,uma grande subida feita à mão mas que felizmente não o impediu de continuar a volta. Na descida para a praia da Assenta um desvio mostrou-se inútil acabando por se ter que levar as biclas à mão escada abaixo (de onde saiu esta escada???), mas como a malta estava por tudo, acho que nem deram por ela. Nova breve paragem para um boneco com o mar como segundo plano (que ficou desfocada) para comprovar que estávamos ali (como se isso fosse importante) e estava na hora da primeira das grandes subidas da volta, um dos passeantes (o que tirou a foto desfocada) ainda nos disse “… isso de bicicleta???…. nem a pé!” que não serviu de muito pois era por ali que tínhamos que ir. grupo parada à espera da reparação de um furoA coisa até se subia (eu subi quase tudo) se não fossem as valas fundas provocadas pelas chuvas levando a que a maioria optasse por levar a bicla à mão monte acima. Chegados ao alto, e como esta parte não estava lá muito bem documentada inventou-se um caminho que até serviu bem mesmo que uns tenho feito uma valente descida seguida de uma não menos valente subida que afinal não era necessária pois existia caminho à volta (boa Jorge.). Um furo a proporcionar nova pausa não só para reparar o mesmo mas sobretudo para dar à língua com fartura pois esta malta já está a demorar quase duas bananas para reparar um furo.muitas paragens para ver as vistas sobre o mar Reparada a coisa toca de regressar ao pedal e na direcção de S. Lourenço onde se inventou uma passagem pois o caminho previsto estava fechado. Atravessou-se a estrada para entra num estradão paralelo e encher a barriga com a grande descida (atenção à brita) até junto da praia onde se chegou com aquela cara que quem gostou da coisa, tanto que nem reclamaram (muito) com a valente subida para sair da praia e subir a Ribamar. Em Ribamar, e devia a o grupo se ter dispersado um bocadinho devido à subida, o grupo da frente seguiu estrada fora na direcção de Ribeira de Ilhas onde tiveram que esperar pelo resto do grupo. caminhos junto à falésia entre Ribamar e Ribeira de IlhasOs que seguiram pelos trilhos junto à falésia aproveitaram bem para encher a vista com um dos (para mim) mais bonitos trilhos desta volta que terminam com a descida à praia. Bem, cá no fundo já se viam os “apressados” lá no alto do miradouro, agora só faltava chegar lá. Com sugestões de “…vamos pelas escadas…” e uns olhares meios de esguelha lá se optou por fazer a subida pela estrada, sendo esta a segunda grande subida e aquela que eu mais temia (não pela subida, mas por ser pela estrada principal). A coisa até que se fez bem e agora sim estava o grupo recomposto e ainda se aproveitou para fazer pirraça aos que optaram pelo caminho directo. Aqui foi entrar na ciclovia e rolar descontraidamente até à Ericeira para a paragem prevista para repor energias. O “Almoço” mostrou ser a parte mais complicada da volta, pois pedalar é simples, agora encontra um local para 19 esfomeados ciclistas (a cheira mal) não é tarefa fácil. No final a primeira sugestão do nosso amigo Pedro Mourão mostrou ser a melhor e no final de palmilharmos o centro da Ericeira sem sucesso, seguimos para o tal restaurante (é tinhas razão Mourão) que se mostrou ser o mais conveniente não só para as barrigas esfomeadas, mas também para parar as bicicletas.
    várias fotos do almoço perto da foz do lizandro Aquilo que seria uma “paragem rápida” transformou-se rapidamente num valente almoço que começou com uma reposição de líquidos à caneca seguidos por umas pratadas de tudo a que se pode deitar a mão. Muita conversa, muita história (alguma cerveja), muita mastigação e uma hora e meia depois lá nos convencemos que ainda faltava a última etapa que ao longo do vale do Lizandro preparativos para o regresso à pedalaçãonos levaria de regresso ao ponto de partida. Regressou-se à ciclovia para a curta descida até à ponte e entras nos trilhos já nossos conhecidos ao longo do Lizandro. De barriga meio cheia eu estava um bocadinho receoso com a pedalação, mas a coisa foi avançando e esse pensamento rapidamente libertou os meus neurónios que teriam que ser redireccionados para o que ainda faltava pedalar. com o selim partido a volta vai ser mais difícilCom bom ritmo foi-se vencendo a distância que com as sombras das árvores e das canas mostrou-se a melhor escolha para uma pedalação a estas horas da tarde. Como estava tudo calmo e a correr bem de mais, nada com uma avaria daquelas que não lembra a ninguém onde o nosso amigo Nuno (“O Engenheiro”) parte o suporte do selim.o selim arranjado como foi possível Acho que o que lhe custou mais nem foi partir o selim, mas ter que aturar as brejeirices que uma avaria como esta impõem. Criou-se uma “Task Force” que com umas quantas fitas plásticas e muita habilidade lá prenderam o banco a sítio mas que faria o nosso amigo ter que pedalar o resto do caminho quase de pé pois o selim teve que ficar agarrado ao quadro.atravessando a zona das lamas
    De novo em movimento chegou-se à zona das canas e do lamaçal onde ainda foi possível sujar as máquinas ou mesmo algum malabarismo nas travessias pela “berma”. Esta estava no programa, o que não estava no programa foram os areais (não me lembro deles aqui) que encontrámos já junto ao Carvalhal. Com estes longos “sigletracks” os grupo alongava-se sendo necessário recorrer aos rádios com frequência para forçar os reagrupamentos.muita areia na chegada ao Carvalhal
    No Carvalhal notámos um dos ciclistas aproveitou para uns banhos no rio (pouco recomendável) para limpar a lama que tinha acumulado no corpo e na bicla na zona das lamas. ciclista lavando-se e à bicicletaComo já tínhamos mais de 60kms nas pernas optou-se por poupar o corpo e seguir o rio mas pela estrada retomando os trilhos mais à frente junto da Aldeia de Broas. Na ponte dos “Rotteilers” novo furo e dos que deu luta pois foram necessárias várias câmaras-de-ar para o resolver. reparando o último furo da voltaCom quase meia hora de paragem e um reabastecimento de água numa fonte ali perto retomou-se caminho e regressando aos trilhos com a ultima travessia da ribeira que se fez sem novidades. Agora tínhamos pela frente uma das, para mim, mais duras partes do percurso sobretudo por ser ao fim que quase 70kms de pedalação. O vale da fazendo a última travessia aquática do diaCabrela com os seus trilhos muito bonitos mas também muito pedregosos mostraram-se no entanto quase fáceis, foi estranho, mas a maioria passou por cima daquilo tudo como se fosse plano, o corpo humano é realmente uma máquina surpreendente. Talvez cegos pelo regresso, nem a tradicional paragem na ponte de pedra se fez, seguindo-se directo ao longo da ribeira ao encontro da subida final.
    ciclistas fazendo a última subia para saira do vale da Cabrela Sair do vale.
    Eu com os quilómetros que já tinha nem arrisquei uma cãibra já tão perto de casa, havendo no entanto quem a trepasse toda deixando a juventude mal vista com mais esta prova de jovialidade do nosso amigo Sr. Antunes. Saídos do vale agora era só rolar até ao Algueirão pelos caminhos do costume ou seja via Campo Raso e Cavaleira.
    Chegados com ~80kms (incluindo a ligação à estação) e já muito perto da 19h00 (só 6 horas é que foram de pedalação), rapidamente se dispersou o grupo com um até Domingo e o pensamento fixo numa banheira cheia de água..

    Terminando:
    Primeiro – Um obrigado aos que aceitaram e nos acompanharam neste desafio que se tornou num dia longo mas bem passado. Ficou claro para muitos que se fazem bem estas distâncias e que são interessantes como “evento anual”. Também ficou a surpresa por o corpo não se ter ressentido da viagem ao longo da semana seguinte, talvez pela forma descontraída como foi feita.
    Segundo - O nosso obrigado à CP que ao ser contactada, e perante o desafio da nossa “aventura” se mostrou desde logo disponível para efectuar o transporte, coordenando e informando todos os agentes envolvidos de modo a que o serviço fosse feito de modo o mais simples e eficaz possível.
    Terceiro – Aos que pretenderem viver esta nossa aventura, aproveitem o “track”, contactem a CP no caso de pretenderem utilizar os serviços da mesma e …. e boas pedaladas.

    As minhas desculpas pelo parto demorado desta crónica que acabou por sair com duas semanas de atrazo.

    O "track" está no final da página.

  • Preparativos:
    Algueirão - Torres Vedras
    (de Comboio na cavaqueira)
    Torres Vedras - Algueirão ao longo da Costa (a pedalar e na cavaqueira)

    22 de Junho 2008 .... nova data para conveniência geral (maioria de votos) e menos lama no vale do Lizandro.
    volta conforme retirado do GoogleEarth
    ~72 Km... ou não....
    "Bué" Longo, temos aqui pedalação até meio da tarde.
    Custos directos 2,70€ (comboio)
    Custos indirectos... depende...

    Plano:
    Apanhar o comboio das 07h47 na estação de Mira Sintra - Meleças, seguir aquele risquinho preto ali no mapa ao lado e que nos deve fazer chegar a Torres Vedras pelas 08h49, com a bênção da CP. É uma forma de reduzir a logistica.
    Montar nas biclas (preferencialmente) e pedalar ao longo do Sizandro até à foz, descer ao longo da costa até ao Lizandro e subir até ao Algueirão ou Meleças, depende onde o pessoal deixar os carros. Simples!
    A paragem maior estou a prever que seja na Ericeira.

    Almoço:
    Foi sugerido levar mais umas moedas e comprar um franguito assado ou animal do mesmo caligre na Ereiceira e esmifrar os nutrientes ao bicho algures por ali. Parece-me boa ideia.

    Pontos de Encontro:
    1- Local do costume às 07h00 com saída às 07h10 para pedalar até à estação (4kms a descer).
    2- Estação de Meleças ás 07h25m18s para os que não forem ao Algueirão.
    Atenção às horas, o comboio não espera (acho eu...)

    Já está tudo traçado mas certamente sofrerá algumas pequenas alterações durante a aventura. Se alguém tiver alguma ideia para o caminho é bem vinda.

    Já está confirmada a disponibilidade por parte da CP relativamente ao transporte das bicicletas no trajecto de Mira Sintra/Meleças a Torres Vedras com o grupo de 20 pessoas com o compromisso de cumprir as regras necessárias ao bom funcionamento da CP. Os bilhetes serão adquiridos em trânsito junto do Operador de Revisão e Venda (ORV) que está devidamente informado bem como todos os outros agentes envolvidos.

    A não esquecer:
    Bicicleta !!!!(completa!); Comida que chegue para o caminho que água vai-se abastecendo (Ericeira). Protector solar. Umas moedas para o que der e vier (e o comboio). Os acessórios do costume para reparar as máquinas.
  • Trilho Torres Vedras - Algueirão com os enganos e tudo.
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