E
com a pontualidade habitual lá estavam todos os pedaladores
para mais uma das nossas aventuras… bem…, todos
não, o nosso amigo Paulo Pinto trocou a bicicleta
por uma bela duma gripe ficando assim de molho e que vai
ter que se consolar apenas com a leitura da crónica.
parte
ao longo da linha. Também se teve tempo para reforçar
o pequeno almoço e até uma cigarrada relâmpago
(duas bufadas e já está.. grande Jorge…).
num
instante estava-se em terra firme e com o sangue a borbulhar
de tanta vontade de pedalar os “quase” 80kms
(…pois…). Depois de uma incursão rápida
ao primeiro tasco que se encontrou para reforçara
a cafeína partimos pelas 09h11 à aventura
de seguir o risquinho no GPS até à Gare do
Oriente.
Para
começar bem, no primeiro casario seguimos um bocadinho
mais ao lado do risquinho e acabámos de bicicleta
às costas escada acima, nada de grave. Logo de seguida
e depois de um “é pá, isto vais ser
tudo plano”, passa-se em Alfange e toca de meter pedaleira
pequena que tínhamos pela frente uma subida das boas,
mas não era até ao alto de Santarém
como ainda alguém suspeitou. Agora com uma bela vista
sobre o Tejo, nada como o boneco de grupo provavelmente
no ponto mais alto de todo o caminho uns assombrosos 30
metros acima do nível do mar.
Chegados às planuras, agora era rolar e aproveita
a paisagem com o Tejo do lado esquerdo e umas quantas marcas
da cheias a lembrarem que estes caminhos também podem
ser feitos de canoa. Umas quantas pedaladas e muita conversa
depois chegámos ao caminho ao longo do dique que
seguimos, umas vezes pelo trilho outras sobre o próprio
dique (caminho aconselhável). Muito estradão
com uns bocadinhos de alcatrão aqui e ali só
se parou para mirar uma manada de cavalos que certamente
também nos olhavam com a mesma curiosidade.
Ao
longo do caminho encontravam-se estacionados os zingarelhos
de regar que vão andando às voltas pelos campos,
só não estávamos era à espera
de encontra um mesmo no meio do caminho que nos proporcionou
um banho forçado, mas refrescante.
Nas lagos que se alinham ao longo da linha foi possível
observar a passarada que por ali nidifica tendo-se mesmo
avistado um bando de “patinhos” (chamemos-lhes
assim) bem camuflados com as suas penugens da mesma cor
da paisagem. Na estação de V. N. Rainha lá
se teve que inventar uma travessia estação
dentro, mas que até tinha um portãozinho do
outro lado que facilitou a passagem do pelotão, mas
que mais à frente teve que recorrer a novos malabarismo
para saltar mais uma vala e respectivas cercas.
A hora de almoço já tardava e Vila Franca
de Xira já estava á vista atalhando-se como
se pode, mas ficando aqui a sensação que se
poderia ter um outro trilho mais junto ao rio.
até
que se encontrou uma casa de comida pronta onde nos aviámos
e tratámos de ir merendar para o jardim.
entra
no passeio fluvial antes da praça de touros e ir
junto ao rio até Alhandra). Em Alhandra aproveitou-se
o bocadinho final do passeio fluvial e repôs-se a
cafeína. Mais uma vez de regresso ao alcatrão
da estrada nacional e com um sobe e desce para atravessar
a estação do comboio (tendo até o luxo
de andar de bicicleta de elevador), fez-se o bocado mais
feio da volta só abandonando a estrada já
junto a Alverca do Ribatejo. Com uma mistura de trilhos
e caminhos secundários acabámos junto da estação
de Alverca para agora andar de bicicleta nas escadas rolantes
(isto é uma volta com tudo o que um BTTista tem direito)
e passar junto ao museu do ar.
Alguma
conversa e umas quantas pedaladas depois estava-se perto
da Póvoa de Santa Iria onde ser iria deixar o Tejo
pelas consta rumo ao Trancão passando pelo vale entre
a Póvoa e o Forte da Casa. Novamente nos trilhos
e com uns “isto eram uns 80Kms, não era? O
meu já marca 80Kms há um bocado…”
fomos avançando que o Trancão é já
ali e depois é só mais um bocadinho e está-se
na Expo. Por caminhos que eu não esperava encontrar
(muito bonito e sem cheiro), fomos pedalando ao longo do
Trancão para uma paragem junto do forte de Sacavém
para mais um boneco de grupo pois a nossa amiga Amélia
estava em casa e já tinha feito a pedalação
daqui até à Gare. 
magotes enchiam toda esta fantástica zona ribeirinha
agora recuperada para o lazer. Com os fi-fós do nosso
amigo Fernando e os pulos dos passeantes chegou-se finalmente
à estação para mais um boneco junto
das bandeiras a assinalar os 94Kms (quase 80) de pedalação.
a atafulharam as biclas de novo nos carros para o regresso
a casa com uma grande barrigada de pedalação
da melhor e uma fome do outro mundo.
Preparativos: