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Amigos BTTistas,
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Penedo
Lexim
16 de Março 2008
~36 Km
Médio (para quem tem pernas)
Com a ideia de pedalar até ao Penedo Lexim lá
nos fizemos ao caminho. Poupando energias para as grandes
subidas e descidas foi-se atalhando aqui e ali com um bocadinho
de alcatrão que até serve para desenjoar.
Até Covões a coisa foi calma, fez-se a travessia
de bicicleta à mão na quinta já perto
de Montelavar e depois das primeiras lamas onde até
eu sujei os sapatos
(ao que isto já chegou) vai de se fazer o trilho
que sobe ao lado do IC30 em direcção ao Murganhal.
Aqui primeiro incidente com uma corrente partida que se
resolveu com a brevidade do costume. Retomado caminho inventou-se
mais uns acarta bicicletas para no Murganhal com mais um
sobe e desce num caminhos bem bonitos de onde se vê
todo o vale da Cabrela. Atravessou-se a estrada para Rebanque
para a primeira grande descida ao vale antes da subida ao
Penedo e claro da travessia da ribeira.
A travessia fez-se a gosto, uns directo e sem medos águas
fora, outros mais no saltitar de pedra em pedra e até
quem preferisse uma mistura dos dois com direito a salvamento.
Chegados à outra margem estava na hora de vencer
o desnível entre os 60 e os 220 metros para chegar
ao nosso destino. Um furo e uma picada de abelha (que até
deu direito a uma “pequena cirurgia” de alicate
para tira o ferrão) depois chegámos ao alto
do penedo. Maravilha, esticou o pessoal todo ao sol à
laia de lagartos felizes da vida aproveitando bem o momento
e estranhamente sem grande pressa de fazer a grande descida
novamente até à ribeira. 
Lá nos amontoámos numa das pedras para o boneco
e toca de descer o penedo e retomar a pedalação,
isto depois de uma visita
cultural às formações rochosas que
caracterizam o local. Largámo-nos penedo abaixo no
meio de um verde salpicado de florezinhas roxas que até
dava gosto e fazia esquecer os pedregulhos que se escondiam
debaixo das ervas.
Com mais umas travessias malabarísticas contornando
as águas que nos tentavam barrar o caminho,
chegou-se novamente ao vale para nova travessia da ribeira
já perto de Peras Pardas. Novo saltitar de pedra
em pedra e estava tudo do outro lado. Agora uma invenção
para tentar um caminho que tínhamos vista antes e
não nos arrependemos, além de ser uma subida
mais suave até
perto de Anços,
encontrámos uma vista maravilhosa de umas pequenas
cascatas (boneco no início da crónica) que
não fazíamos a mínima ideia que se
pudessem encontra por ali. Tirados os bonecos chegou-se
a Mourão (junto a Anços) com os pulmões
de fora.
Agora não tinha nada que saber, era só regressar
ao Algueirão tendo-se ainda tempo para mais umas
invenções por uns trilhos muito bonitos junto
das pedreiras e mais umas quantas travessias aquáticas.
Depois da Morelena a regressou-se ao alcatrão para
via Raposeiras fazer o caminho de regresso ao Algueirão
onde se chegou com ~36kms pouco depois das 13h00.
Penedo Lexim
22 de Abril 2007
~35 Km
Médio/Duro
O mistério era a minha falta de ideia para a volta,
mas como sempre lá se resolveu a coisa na hora. Por
isso nada com fazer uma visita ao concelho vizinho e trepar
aos 223 metros de uma antiga chaminé vulcânica
que á agora pelo nome de Penedo Lexim.
Uma dúzia de pedaladores alinharam para este “mistério
de volta” e depois do “afinal para onde vamos
hoje” do costume, lá se partiu em busca do
penedo perdido. Com o nevoeiro e o fresco matinal seguiu-se
para a Barrosa para o primeiro contacto com a lama (coisa
pouca), desceu-se à Raposeira e apontou-se à
Pedra Furada. Nas vacarias junto a Olelas, e num das mais
rápidas de silenciosas subidas, desfrutou-se do aroma
com que as vaquinhas nos presentearam, aquilo é que
foi pedalar de boca fechada. Mais à frente os “Vascos
da Gama” de serviço atiraram-se às águas
nas poças que se atreveram a atravessar-se no caminho
(com a minha bênção enquanto as contornava
e chegava ao outro lado de sapatinho seco), continuando
caminho e com o sol a mostrar que vinha para ficar, parou-se
já junto da Pedra Furada para aliviar a roupa e para
a primeira olhadela ao tal de Penado Lexim.
Chegou-se a Anços para nos vingarmos da agora “descida
de Anços” e monte abaixo foi num instante e
que se chegou a Peras Pardas com os discos em brasa. Reagrupou-se
e desceu-se ao longo da ribeira na direcção
de Cheleiros para então virar à direita e
tratar de amarinhar serra acima na direcção
do penedo.

Grande subida, de inicio com brita, mas mais à frente
um alcatrão foi bem-vindo e facilitou a passagem
dos 71 metros para os ~220 na base do penedo. Muita conversa,
nem parecia uma subia que com a magnifica paisagem e uns
quantos “deve ser aqui que se vira” e “olha
aquele trilho ali, vamos passar ali, vamos?” e demos
por nós junto da base do penedo. Subiram-se alguns
metros e a biclas tiveram que ficar por ali, pois o resto
até ao alto tinha que ser mesmo feito a pé
pelo meio da vegetação.
Magnífico, parece um terraço no alto do monte
e todos trataram de trepara a tudo o que era pedra e tirar
bonecos em todas as direcções. Estava na hora
do boneco da geral que em contra luz ficou com o se vê.
Desceu-se
novamente até junto das máquinas para então
tratar do lanche. Ainda se mirou bem este afloramento com
os seus característicos prismas de secção
hexagonal (agora um bocadinho de cultura – “conhecido
como disjunção prismática ou colunar”).
Do alto também se miraram os trilhos que nos poderiam
levar de novo até ao vale, mas como não se
tinha muito tempo para invenções, seguiu-se
a estrada que passa junto ao penedo e foi o melhor que se
podia ter feito, pois o alcatrão acabou ali mais
à frente dando a vez a um trilho meio calcetado que
descia na direcção pretendida e que para alegria
dos “Vascos da Gama” de serviço
até tinha umas passagens aquáticas.
Estávamos de novo no vale e agora era de novo a subir,
mas para isso ainda se teve que saltitar de pedra em pedra
para atravessar a ribeira para o outro lado e iniciar a
longa subida até Rebanque. Aqui alguns ainda se puseram
na paragem da camioneta para ver se a coisa passava, mas
nada, tinham mesmo que pedalar até casa.
Fez-se um bocadinho de alcatrão e entrou-se no trilho
que segue junto ao IC onde se pode acelerar à vontade.
Mais uma ETAR para nos lembra que temos olfacto e depois
de mais uma subida a suster a respiração fez-se
o trilho que liga ao Facão. Como
já se fazia tarde alguns atalharam via Coutim Afonso
para o Algueirão, seguindo os restantes para Campo
Raso. Aqui numa tentativa de encontra a passagem junto de
mais uma ETAR, acabei por me enfiar com a malta em mais
um terreno meio lavrado que mesmo sendo plano, acabou por
se mostrar ao nível de muitas subidas (nem sempre
se pode acertar). Mais umas pedaladelas e atravessou-se
Campo Raso para a subida final até à Cavaleira
onde fomos contemplados como mais uma aromas da ETAR local
(muito cheiro a Me%#$ nesta volta). Despedidas feitas mesmo
em cima das 13h00 com mais ~35Kms de pedalação
feitos.
- Trilhos em formato GPX Penedo
Lexim
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