Lisboa (Oriente) – Fátima
Durante as primeiras horas desta aventura a principal dificuldade foi o frio
(mesmo frio) aumentado pelo constante nevoeiro. Por vezes devido à distância
do parceiro deixávamos de nos ver.
Sr. Fernando, que fez um desvio em cerca de 30 Km para nos encaminhar, mais
uma vez obrigado.
O
Santuário apesar de situado na Cova da Iria fica numa cota bastante superior
a Minde, mas estávamos bem preparados fisicamente, isto de andar pelos
tracks do nosso amigo Paulo deu os seus frutos.
Entrando no recinto sente-se aquele silêncio, uma paz interior. Tínhamos
o objetivo inicial de apanhar o comboio das 17h55 na estação de
Fátima que fica a 25 Km do Santuário, ainda tivemos tempo de queimar
umas velas, almoçar (a cor vermelha foi do frio!) e ver um desfile de
carnaval onde pudemos apreciar a “paisagem”...Ámen! Depois
de um belo almoço rolamos nas calmas em direção à
estação onde pudemos descansar enquanto o sol se punha.
ocorreu
um incidente, deixo aqui um apelo, quando estiverem desesperados ao ponto de
se suicidarem não o façam para a linha do comboio, tínhamos
sono e estávamos cansados.Boas pedaladas!!"
Fátima
Como
combinado, o ponto de encontro foi as bombas da Galp do Oriente, às 6h30.
Com um grupo reduzido a 4 elementos corajosos e desejosos de diversão,
lá partimos. Pouco andámos e logo fizemos a primeira paragem para
o pequeno-almoço. Pouco depois, andámos pela Expo a tirar fotos
ao nascer do sol e só depois decidimos partir rumo ao destino da 1ªetapa,
Olhos d’Água… isto por volta das 8h30.
Seguiu-se sempre por trilho via Granja, Alpriate em direcção ao
Museu do Ar, em Alverca. Depois de uns bonecos, seguimos por Alhandra junto
ao rio, em direcção a Vila Franca de Xira. Depois de uns kms por
alcatrão, chegámos à Azambuja. De seguida, entrámos
pelos tomatais a dentro, sempre com aquele odor a tomate lá fomos pedalando
com muita alegria, em direcção a Valada, ao chegarmos a Valada
procuramos de imediato um tasco que nos serviu uma valentes bifanas, com acompanhamento
de sumos e água mas, cá para mim, a rega foi a sumo de cevada.
De pança cheia, seguimos por estradão a uma boa marcha onde um
bons kms mais á frente demos com o aeródromo de Santarém,
carregado de Minis (carros! Lá estão vocês a pensar NAS
minis...). Apreciámos as gincanas, mais umas minis e demos a partida
rumo à subida íngreme ao cume de Santarém. Começa
o sobe e sobe e desce, apanhámos uma barrigada de figos pelo caminho
e chegámos a Olhos d’Água, já ao cair da noite.
Já
à nossa espera estava o vigilante de serviço que nos aconselhou
a morder qualquer coisa porque o bar estava prestes a fechar e só depois
irmos guardar as máquinas. Fomos instalados no dormitório e dormimos
que nem uns passarinhos. Devido ao cansaço e aos dorminhocos que me acompanharam,
iniciámos o 2º dia de pedalanço por volta das 11 da manhã.
Antes de partir, depois de um pequeno-almoço tomado, apreciámos
a beleza da nascente do Alviela (Olhos d’Água), beleza esta rara,
água límpida, passarinhos a cantar e peixes a nadar, procurávamos
o vigilante para que nos abrisse a porta da garagem das bicicletas. Depois de
bikes lubrificadas e revistas, lançámo-nos, a subir por trilhos
em direcção à Serra de Sto. António, com muita companhia
de pedalantes vindos de outras paragens mas com o mesmo destino.
Sempre
com grande garra lá fomos transpondo a subida longa da serra até
chegarmos ao miradouro. Depois de fotos tiradas, descemos para Minde e seguidamente
deparamos com famoso Covão do Coelho, um tanto por estrada até
chegar a um trilho bastante longo onde nos cruzámos com imensos pedalantes,
alguns já repetidamente e depois de feita a pergunta “Fátima
ainda é longe?” e “Não, é já ali”,
mais uma boas pedaladas e encontramos um marco que nos indica que ainda faltavam
16,200 kms até à chegada.
Depois de tanta subida, para nós já não era motivo de desmotivação.
Seguiu-se
uma paragem na tasca para hidratarmos o corpinho e dar umas dentadas nas sandochas
de presunto.
Resumindo foi um fim-de-semana maravilhoso de pedalanço e de vistas.
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