Juntou-se uma grande molhada, arrancou-se direito a Campo Raso para nos
juntarmos com o pessoal do Lourel.
Com
uma molhada ainda maior seguimos direito a Armés para entrar no
vale onde o nosso amigo Mário tratou de abrir as hostilidades com
a Mãe Natureza esfarrapando-a com o braço depois de tomar
balanço da bicicleta abaixo.
Não serviu de nada e parece
que a Mãe Natureza nem deu por ela mesmo com os diversos ataques
repetidos ao longo da volta. Reparados os estragos entrou-se no vale.
Fizeram-se umas podas aqui e ali para minimizar os estragos das silvas
na pele que também serviam para reagrupar e eis-nos junto da primeira
travessia.
Bonecos e pés molhados com fartura e vai de continuar caminho.
Mais uma queda aqui outra ali sem consequências para a Mãe
Natureza e paragem na ponte dos
cãezinhos.
Novamente no trilho chegou-se ao Carvalhal para só então
se chegar à zona das canas que se fez alguma acrobacia e mais uns
malhos. Nova travessia, agora mais fácil e já se estava
na Senhora do Ó para uma paragem mais longa e revigorante. Remendou-se
o furo e vais que já se faz tarde para novamente atravessar a ponte
deixando o Lizandro definitivamente a Norte.
Paragem obrigatória para o boneco de grupo com vista sobre a foz
e continuou-se o magnifico trilho ao longo da foz.
O nosso amigo Jorge tratou de torcer um pé na descida (que mais
tarde se confirmou não ser coisa boa) onde se reagrupou para agora
sim iniciar o caminho de regresso. Chegados a S. Julião alguns
atalharam por estrada o regresso a casa (o Lizandro já estava descido)
e um dos malucos (eu) enfiou toda a malta duna acima de biclas às
costas o que não agradou a todos (pensavam que eram só descidas…).
Chegados ao alto, meio esfalfados, a recompensa foi a magnifica vista
do alto
da falésia e meia altura vencida nas subidas do caminho de regresso.
Reagrupados junto da praia da Assafora, dirigimo-nos então para
a Catribana. Uma baralhação no caminho e o grupo partiu-se
em 3 onde só dois reagruparam já no chafariz da localidade,
dando os restantes sinal de vida via télélé, mas
já do alto da calçada romana. Pouco convencidos (por mim)
dos benefícios da subida lá nos fizemos a ela e á
mão chegamos todos ao alto. Estava vencida a última grande
subida do dia pois daqui para a frente seria quase tudo plano (…quase…).
Com os músculos de alguns a darem sinal de fadiga, baixou-se a
velocidade da caravana ( que é sempre a do mais lento) e não
deixando
ficar ninguém para trás foram-se vencendo os quilómetros
que nos faltavam. Já menos conversadores e por trilhos por nós
já muito pedalados, chegámos a Ral onde nos despedimos do
pessoal do Lourel
seguindo para o Algueirão.
Dispersando com a proximidade do destino chegou-se já bem depois
das 14h00 com ~55kms pedalados.
….e aqui fica a crónica instantânea que hoje não
estou lá muito inspirado…
A Foz do Lizandro 4
5 Outubro 2006
Pontualmente saiu-se para a volta proposta, inicialmente com 13 pedaladores,
dos quais duas cara novas, a que perto do Ral se juntaram mais 3 vindos
dos Lourel. Com os cumprimentos da ordem e uns bocadinhos de alcatrão
para se atalhar, entrou-se no vale em Fervença com sua já
conhecida descida quase a pique. Aqui a primeira e muito estranha avaria,
o nosso amigo Mário conseguiu partir (estalar) o espigão
do selim. A coisa mostrava-se de difícil resolução,
claro que se divagou sobre diversas formas de fazer a volta sem selim,
mas como a necessidade faz o engenho, virou-se
o tubo ao contrário e com uma valentes murraças dadas pela
malta do musculo a coisa voltou a funcionar como nova. Seguiu-se caminho
e que maravilha de vale, sempre o mesmo, mas sempre um grande desfio com
os seu trilhos estreitos e a requerem alguma técnica. Foi um pulinho
daqui até á primeira travessia aquática onde os mais
habilidosos (eu…e…) chegaram á outra margem com o sapatinhos
secos (mais uma vez faltou o tractor para passar a Ilda), de resto foi
a chapinação do costume. Seguiu-se ao longo da ribeira para
mais á frente acontecer o primeiro
de dois furo do furador de serviço. Mais uma pausa, mais uma trinca
e reparado o furo pedalou-se já com alguns contactos com a lama
e umas subidas manhosas e outras descidas ainda mais manhosas a provocarem
a primeira queda mais séria (não contando com as do amigo
Luís que na prospectiva de ser pai a qualquer momento, atirava-se
da bicicleta abaixo em tudo o que era sitio). Não sendo nada de
grave a volta continuou com uma paragem no carvalhal onde a Ilda reconheceu
o seu amigo do tractor e claro que lhe foi cravar qualquer coisita, desta
vez água para ela e para uns quantos. Novamente no trilho e nas
primeiras lamas de respeito,
onde os veteranos sabidos tomaram o caminho dos secos e outros o dos molhados.
Em plena luta com as canas que nos tentavam barrar o caminho, uma macieira
atreveu-se a mostrar-se no meio da vegetação e com um “Ao
ataqueee..!!” a cambada assumiu postos de combate e vai de descascar
na dita.
Grandes maçãs.
Novamente em movimento e com mais umas lamas chegou-se a mais uma travessia
onde alguns aproveitaram para lavar alguma da lama retirando assim algum
do peso extra adquirido ao longo do trinho. Novamente a pedalar, chegou-se
á ponte junto á foz do Lizandro e passando-a mudou-se de
margem e tomou-se o trilho em direcção á praia de
S. Julião.
Parou-se no local do costume para o boneco do grupo e retomou-se caminho.
Na descida e já frente á foz o nosso furador furou novamente.
Aproveitando a
pausa 4 dos pedaladores destacaram do grupo e tomaram a estrada de regresso
a casa, pois á que dividir o dia entre o bicicletar e a família.
Já na praia tratou-se de por um bocado de óleo nas máquinas,
pois de águas e lamas estávamos conversados, não
sabiam os pedaladores que os esperava uma subida de bicicleta á
mão com uns bocados de areia para ajudar, até ao alto da
falésia. Quem ainda tinha ar, acabou com ele aqui, e não
fosse a paisagem acho que me tinha atirado do monte abaixo que era para
aprender a não tratar assim tão mal os pedaladores.
Recuperado o fôlego (ou não) iniciou-se um sobe e desce ao
longo da falésia onde o nosso amigo Luís tratou de se atirar
para o chão sempre que podia. Ao som duns “é pá
já me dói o c..” lá se chegou á Catribana
onde o cansaço já tinha tomado conta (mas não derrotado)
alguns dos pedalantes.
Mais uma oportunidade de trincar o lanche e de lavar a máquina
na fonte, melhorar a imagem ou apenas de descansar encostado á
fonte. Ainda faltava vencer uma subida, pois descer a calçada Roma
é uma coisa, mas subi-la é outra e se a pilha já
estava fraca agora ia ficar fraquíssima. Mas subiu-se e agora sim
a coisa já era mais plana e alguns ligaram o piloto automático
e balbuciavam apenas uns “faltam ainda quantos quilómetros..?”
para vermos que ainda estavam vivos, pedalando tipo robot. Já perto
do Ral o pessoal do Lourel destacou do grupo e atalho para casa seguindo
os restantes de volta ao Algueirão onde se chegou com os ~56Kms
e á hora prevista 14h98m.
O corpo já não está para estas coisas, temos que
diminuir um bocadinho as voltas… ou não... pois o vicio é
grande…
A
Foz do Lizandro 3
30 Abril 2006
Conforme prometido lá estávamos para a volta grande.
A manhã fresca convidava á pedalação, partida
deu-se no horário previsto e sem mais seguimos para campo raso.
Ainda antes de se descer para o vale da Cabrela o primeiro incidente,
um dos parafusos de fixação do clipe no sapato abandonou-nos
tornando a pedalação muito difícil, valeu-nos os
de assistência em viagem e a nossa Graça lá apareceu
com um milagroso parafuso que nos permitiu continuar a volta. Descemos
ao vale e depois dos primeiros trilho sinuosos mas nossos conhecidos lá
chegamos á ponte de pedra para mais uma foto da geral. Mais uma
pedaladelas e estávamos no junção do ribeira da Cabrela
com o a de Cheleiros, que agora com menos água lá permitiu
uma sempre animada travessia.
Uns sem medos outros de sapatinhos ao pescoço rapidamente
nos reunimos na outra margem para seguir ao longo do ribeiro e fazer a
primeira paragem técnica (trincar qualquer coisita) na ponte dos
Rothvailer. Repostas a energias seguimos até ao Carvalhal onde
alguns aproveitaram para ir á chichada. Aqui começaram a
lamas a sério, que se nuns locais nos permitiam alternativa, noutros
tinha que ser mesmo pelo meio, levando a uns quantos pés enlameados
e umas quantas paragens para retirar uns quilos extras das máquinas.
A sombra das canas ajudava a
manter fresco este caminho, pois o sol abriu e o calor apertou, mesmo
a tempo de uma última travessia da ribeira que serviu também
para uma lavagem. Chegados á Senhora do Ó, nova paragem
para mais uma trinca.
Como estava tudo fresco arrancamos para o trilho junto da falésia
frente á Foz do Lizandro onde mais uma foto se impunha. Daí
até S. Julião foi um pulinho onde a nossa Graça nos
aguardava com um reabastecimento de água e mais outro miminhos,
não sendo necessário recolher nenhum dos pedalantes.
Agora sim ia-se iniciar a dureza pois estava na hora de pagar todas as
descidas e dali até Peroleite não é pêra doce.
Primeiro por estradão, de pois por um atalho que da última
vez se encontrava em melhor estado e que desta vez tinha mato com 2 metros
que nos obrigou a carregar as biclas, mas que mesmo assim compensou, pois
o caminho alternativo implica um subida a mão seguida de outra
em idênticos
modos. Se pensava-mos que de lamas estávamos conversados, uma das
passagem mostrou-nos que ainda não e requerendo alguma habilidade
lá a passámos para nos atirar-mos á subida final
até Peroleite. Depois de um curto descanso continuámos caminho
que agora era mais plano e via Odrinhas rapidamente chegámos a
Sacotes onde o grupo dispersou para regresso a casa. De salientar que
tirando o incidente o parafuso perdido nada mais aconteceu, nem mesmo
o furador de serviço ou qualquer outro problema o que é
de estranhar com o nível de maus-tratos que as máquinas
estiveram sujeitas. Com os novos atalhos a volta ficou pelos ~55Kms e
certamente ainda vamos voltar.
A
Foz do Lizandro 2
19 Junho 2005
Voltámos!
A volta começou tarde e terminou ainda mais tarde, o calor era
terrível e o regresso penoso. Temos mesmo que começar estas
voltas grandes mais cedo para ir e voltar pela fresca.
Mas já passou e pensamos voltar.
O grupo era um pouco maior e encontramos alguns atalhos ao passeio que
nos poupou andar de bicicleta as costas, bem como pequenos melhoramentos
em alguns
bocados.
Um grupo de amigos que utilizando os nosso trilhos, fez a mesma volta
e gostou da nossa proposta. Mas até que o tempo fique um pouco
mais fresco acho que vamos voltarmo-nos para a Serra de Sintra.
A Foz do Lizandro 1
10 Junho 2005
~60Km
Médio/Longo
Esta já era uma das voltas que estava na calha, mas necessitava
de uma volta de reconhecimento antes de se poder organizar alguma coisa,
e digo-vos amigos
que valeu o esforço, pois 60Km já é dose. Partindo
do sitio do costume dirigimo-nos pelos caminhos mais rápidos até
à Godigana, local de inicio da aventura. Parte deste caminho já
tinha sido feito em voltas anteriores, mas o gosto tinha ficado e nada
com exactamente.
A descida ao logo das ribeiras e do rio Lizandro é um verdadeiro
mimo, não só pela beleza das águas que nos acompanham
mas também de toda a paisagem natura e das explorações
agrículas, que com as regas ligadas nos proporcionam uns banhos
inesperados. As linhas de água são atravessadas diversas
vezes, mas só arriscamos a pedelar numa das últimas. Depois
de se atravessar a última ponte para a margem esquerda já
junto da foz, saímos para um caminho subindo a encosta mas da qual
se tem um belíssima vista sobre a foz.
Mais à frente na praia de S. Julião começa-mos a
pagar as decidas todas, tendo mesmo que fazer algumas partes ao lado da
montada.O
calor e a vontade de almoçar somado com as pernitas a reclamarem
os quilómetros, lá regressámos, atalhando algumas
partes que ficam para a próxima.
Jornada longa que requer tempo, pois preparem-se para 6 ou mais horas
para a volta, éramos só dois e as paragens foram reduzidas
ao mínimo. Planeamos voltar a repetir a dose, mas em dias mais
frescos.
Trilho em formato GPX A
Foz do Lizandro contendo várias opções para a
volta